Por que é tão importante ensinar educação financeira para seus filhos?

 em Planejamento e Finanças

Entenda mais sobre a educação financeira para crianças e sua importância.
Quando é realmente necessário fazer um empréstimo? Como utilizar o cartão de crédito de forma responsável? Se lidar com o dinheiro já é complicado para adultos, imagine passar esse tipo de conhecimento para as crianças.
Quando ainda estamos na escola, aprendemos diversas matérias como português, história, matemática. Mas algumas coisas importantes são deixadas de lado, como a educação financeira. Principalmente por o sistema de ensino brasileiro não focar tanto nesse tema, isso acaba prejudicando o futuro de muitas pessoas. Por isso, é papel dos pais ensinar os seus filhos a terem o controle de seu dinheiro.

Importância da educação financeira para crianças

Recebemos ensinamentos desde pequenos que já servem como as primeiras lições de educação financeira. Feche a torneira ao escovar os dentes, apague a luz quando não tiver ninguém em um cômodo, não desperdice os alimentos. Tudo isso se transforma em conhecimento de decisões futuras e que impactam no bolso dos adultos.
Por isso, a educação financeira é extremamente importante para as crianças, principalmente hoje em dia, onde elas já nascem em contato com o consumismo. Para elas, entender a diferença entre querer, poder, precisar e merecer é um grande desafio.
O aprendizado e o impacto que deixará para seus filhos ao longo da vida é indescritível. Eles saberão melhor a aceitar um não quando você tiver de dizê-lo, e também saberão como alcançar a tão desejada independência financeira quando atingirem a fase adulta.

Como ensinar meu filho a ter controle financeiro?

Desde pequenas, as crianças devem ter contato com o dinheiro para entender o processo de troca deste por produtos. É importante explicar para que elas entendam que nem tudo que vêem deve ser comprado. Você pode fazer isso por meio de conversas, brincadeiras ou jogos que os estimulem a refletir e pensar na utilização do dinheiro.

Mesada

Um artifício que pode ser utilizado para inserir as crianças na educação financeira é a mesada. Porém, é necessário ter cuidado para que o objetivo seja atingido. Depois de conversar, defina uma mesada e explique que a responsabilidade sobre aquela verba é integralmente dele(a).
Como muitos pais não sabem exatamente como estipular o melhor valor, é necessário levar em consideração alguns pontos:

  • O orçamento familiar
  • O estilo de vida e hábitos da criança
  • Nível de responsabilidade financeira que será transferido a ela

Uma criança de 13 anos tem gastos diferentes de uma de 8, por exemplo, além de um grau de maturidade mais elevado. Sua vida social pode ser um pouco mais intensa, com idas ao cinema, passeios com amigos, etc. Por isso, a mesada deve ser proporcional a esses aspectos e, claro, não deve fugir do seu orçamento financeiro da família.

Poupança

Outro ponto que pode (e deve) ser abordado desde pequeno é a necessidade de uma poupança. Para isso, incentive-os a utilizar cofrinhos, lembrando sempre que o dinheiro ali guardado tem um objetivo e só deve ser usado quando este for atingido.
Explique para a criança que todo mês ou semana, ela deve guardar um pouco de seu dinheiro, e que dessa forma ele poderá comprar um brinquedo ou roupa que deseja muito. Essa é uma ótima forma de motivação para poupar, fazendo com que eles priorizem esses sonhos e objetivos.

Planejamento

Assim que já tiver posse do próprio dinheiro, a criança deve entender também como controlar os gastos para que a mesada não acabe antes do previsto. Nesse momento, a conversa tem um papel fundamental na orientação, mas também vale criar um orçamento pessoal em um caderno ou planilhas, onde ela anote as despesas e o saldo disponível.
Pode parecer que isso seja um tanto “adulto demais” para muitas pessoas, mas se não tiver uma educação financeira bem desenvolvida desde criança, os problemas vão aparecer muito evidentes quando estiver mais velho.

Aprendendo brincando

O clássico jogo de tabuleiro Banco Imobiliário é uma opção que atende a diversas faixas etárias e é ótima para introduzir as crianças na educação financeira. Nele, os jogadores compram e vendem propriedades com bairros, casas, hotéis e empresas. O objetivo é conseguir comprar, ter posses e não falir, por isso a criança terá de aprender com os erros e gastar de forma consciente.
Outro jogo que foi pensado em ensinar educação financeira para os mais jovens é o Goumi. Nesse game online, o usuário cria um personagem e entra no mundo dos negócios para tentar prosperar. O jogo, que é bem colorido e divertido, permite que o jovem crie negócios no setor primário, secundário e terciário, ao mesmo tempo em que interage com outros jogadores.
Já o Turma da Bolsa é um programa de educação financeira desenvolvido pela BM&FBovespa e voltado para jovens entre 7 e 10 anos, pais e educadores. O objetivo é estimular o aprendizado de conceitos básicos por meio de alguns vídeos bem divertidos, separados em três temporadas.


Desenvolver uma boa educação financeira com as crianças não é algo tão complicado, e esses hábitos recebidos em casa serão de grande vantagem na formação dos pequenos. Educar, de qualquer forma, é um processo lento, incansável e que deve ser feito com muito amor e paciência.
Você já está desenvolvendo a educação financeira com seus filhos? Conhece outras dicas que poderiam entrar nessa lista? Comente e participe para melhorar, cada vez mais, os conteúdos do Abertura Simples.

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