Educação Financeira: Você precisa disso mais do que imagina!

Entenda o que é a Educação Financeira e saiba porque você precisa dela muito mais do que você imagina!

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 62,2% das famílias brasileiras fecharam o ano de 2017 endividadas. Esse número reflete a situação econômica que se passou nos últimos anos no país, porém o Brasil já se encontra na 74ª posição no ranking global de educação financeira.

A educação financeira é extremamente importante para que essa situação não se repita na sua vida. Se você passa por qualquer uma dessas situações, é sinal de que você precisa de uma educação financeira imediatamente:

  • Trabalha e não consegue ver nem a cor do seu dinheiro
  • Sente que trabalha apenas para pagar as contas
  • Tem um bom rendimento, mas não consegue ter uma reserva financeira
  • Não consegue se livrar do cartão de crédito e nem do cheque especial
  • Vive inseguro em pensar na possibilidade de perder a fonte de renda algum dia
  • Trabalha muito mas não tem qualidade de vida pessoal e familiar

Se você se identificou, significa que você não foi muito bem educado financeiramente. Infelizmente, isso é muito comum no nosso país, já que o assunto “dinheiro” é muito pouco comentado.

Uma pesquisa feita com mais de 150 mil pessoas de 140 países procurou medir o grau de educação financeira mundial. Os dados revelaram que, no mundo todo, a cada 3 adultos, 2 são considerados analfabetos financeiros. Aqui no Brasil, apenas 35% dos entrevistados conseguiram responder às questões propostas corretamente. Isso justifica a posição do país em 74º no ranking global.

O que significa educação financeira?

Segundo a ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira), o conceito de educação financeiro é:

“Trata-se do processo no qual os indivíduos melhoram sua compreensão em relação ao dinheiro e produtos com informação, formação e orientação. Nesse sentido, geram-se os valores e as competências necessárias para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos envolvidos. Para assim, poderem fazer escolhas bem informadas.”

Resumidamente, a educação financeira é a arte de dominar o próprio dinheiro, tomando consciência de cada ação e reação relacionada a esse assunto. Por isso, é importante atentar-se às situações citadas acima e entender se você está mesmo controlando seu dinheiro ou deixando ele te controlar.

Como funciona na prática?

Educação Financeira não é apenas economizar, cortar custos, poupar e acumular dinheiro. Vai muito além disso. É necessário estar preparado para eventuais imprevistos, e manter uma boa garantia financeira para manter qualidade de vida tanto no presente quanto no futuro. Por isso, a Educação Financeira auxilia, na prática, a proporcionar uma segurança necessária para aproveitar um bom padrão

Um bom exemplo de como a Educação Financeira funciona é a famosa fábula da “Formiga e da Cigarra”. A cigarra aproveita a farra, enquanto a formiga guarda para quando o inverno chegar. Para você, o que vale mais, curtir o aqui e agora, ou se esforçar para aproveitar as estações com mais tranquilidade?

Supondo que você esteja passeando pelo shopping e vê uma roupa que desejava durante muito tempo. Você não tem dinheiro esse mês, então o que faz?

  • Compra no cartão, em 3 vezes, porque você merece.
  • Não compra naquele momento, mas economiza para comprá-la daqui a 3 meses.
  • Não compra naquele momento e nem depois, porque você tem outras coisas mais importantes e prioritárias a pagar antes de comprar a roupa.

Não tem uma resposta certa, tudo vai depender do seu momento de vida. O importante é escolher uma resposta consciente, sabendo das consequências da sua decisão, e ter uma atitude equilibrada.

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5 dicas para ter uma boa educação financeira

1. Analise sua situação atual

Antes de tomar qualquer decisão, é necessário fazer uma análise da sua atual situação. Faça a si mesmo algumas perguntas importantes:

  • Você possui dívidas a quitar?
  • Algum dinheiro guardado na poupança?
  • Quanto dinheiro você ganha e quanto gasta por mês?
  • Possui outras fontes de renda?
  • Quanto do seu dinheiro vai para as despesas fixas e quanto para os gastos supérfluos?
  • Qual seu estilo de vida?

Esse tipo de perguntas faz com que você pense bem no perfil de consumidor que você se encaixa. A partir daí é possível estabelecer um plano de ação para quitar suas dívidas, começar a poupar e ter uma boa educação financeira!

2. Planeje seus gastos

Se você tem objetivos, essa é a hora de fazer os seus planos para que isso dê certo. É importante que você defina quanto quer gastar o seu dinheiro a curto, médio e longo prazo para assim criar um planejamento eficaz.

Quando você faz esse planejamento, seu dinheiro é gasto nas coisas certas, de forma consciente, e você evita desperdícios. Exemplo: Se você quer comprar um carro a médio prazo, estude a possibilidade de guardar uma certa quantidade por mês para poder fazer essa compra acontecer.

Você pode colocar no papel ou fazer uma lista em planilha para o que você deseja no futuro, tanto para daqui dez anos para daqui um mês. Estabeleça o tempo e o valor necessário para cada meta, mas seja realista e não crie projeções inatingíveis, pois você pode acabar se frustrando.

3. Não gaste mais do que você pode

Essa dica pode parecer óbvia para algumas pessoas, mas para outras, cuidar dos seus gastos é uma grande dificuldade.

O ideal é que você consiga separar os seus gastos em categorias. Primeiro, aqueles que você não pode abrir mão, como alimentação, aluguel, etc. Em seguida, a quitação das suas dívidas e, o restante, para gastos não essenciais, como restaurantes caros, roupas de marca.

Existe um método muito simples que vai mudar seu orçamento pessoal de vez, que é a regra dos 50-15-35. Ela oferece um controle sobre suas finanças sem que você precise comprometer seu orçamento. A ideia é separar seus gastos em três categorias e estabelecer uma parcela de sua renda líquida para cada uma delas. Entenda melhor sobre essa regra clicando aqui.

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4. Corte os custos desnecessários

Muitas pessoas acabam gastando compulsivamente e acabam contraído dívidas eternas, principalmente os mais jovens. Mas isso é um hábito que acaba com o seu dinheiro e precisa ser mudado o quanto antes. Como dissemos anteriormente, a regra dos 50-15-35 faz com que você consiga usar esses 35% de forma consciente, para não comprometer seu orçamento.

Mudar os hábitos pode não ser fácil, mas muitas vezes é necessário. Você pode começar com coisas simples, como economizando na energia, reduzindo as saídas para comer e até mesmo revendo as suas compras no mercado.

Não que você tenha que abrir mão de tudo que você faz, mas sim aprender a economizar para poder colocar seus objetivos, metas e planos em ação!

5. Tenha um dinheiro na poupança

Por mais organizado que seja o seu planejamento financeiro, é importante ter consciência de que os gastos extras sempre aparecem em determinados momentos da nossa vida. Uma falha mecânica do seu carro, manutenção da casa, problemas de saúde na família… Diversos fatores que o levam a despender de uma quantia considerável quando menos se espera.

Por conta disso, é sempre bom ter uma poupança, não apenas para atingir seus objetivos, mas também para evitar os momentos de crise e imprevistos. Saiba como formar uma boa reserva de emergência nessa matéria que preparamos.

Não deixe para acabar o mês para guardar esse dinheiro, já tenha planejado como parte do seu orçamento fazer a reserva mensal. E não se esqueça: controle-se!


E aí, consegui te convencer da importância de ter uma boa educação financeira? Comente e participe para que possamos melhorar, cada vez mais, os conteúdos do Abertura Simples.

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