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Qual a importância do empreendedorismo feminino?

Neste artigo, entenda importância do empreendedorismo feminino para o mercado

Dia 19 de novembro é o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. Um momento para refletir e celebrar a participação feminina nos negócios, na vida pública e no mercado de trabalho. As mulheres conquistam espaço na liderança e transformam a realidade do empreendedorismo. Mas ainda assim, existem muitos desafios a serem superados.

A data é uma iniciativa da ONU, Organização das Nações Unidas, em parceria com diversas instituições globais, para apoiar e incentivar mulheres a criar e comandar seus próprios negócios. É um marco simbólico, que surgiu em 2014, para promover a reflexão sobre as conquistas e dificuldades das empreendedoras. É também parte do processo para diminuir a desigualdade de gênero na sociedade. Na ocasião do primeiro Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, ou WED, siga em inglês para Women’s Entrepreneurship Day, a revista Forbes, apontou que o propósito da data é “mobilizar uma rede global de mulheres líderes de negócios, empreendedoras e agentes de mudança que apoiam e empoderam a comunidade de empreendedoras e suas empresas.”

ODS 5 – Igualdade de Gênero

O dia 19 de novembro faz parte de um movimento para aumentar a representatividade e inclusão das mulheres no mercado de trabalho, principalmente em postos de liderança que muitas vezes têm o acesso dificultado por conta do teto de vidro.

Essa ação está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 das Nações Unidas. Baseada em três pilares fundamentais: econômico, social e ambiental, a agenda conta com 17 ODS, e o quinto deles é voltado especificamente para a igualdade de gênero.

Questões como o fim da violência contra mulheres, da discriminação por gênero e o reconhecimento, valorização e remuneração do trabalho não pago (como as atividades doméstica e de cuidados) estão na pauta e revelam o quanto as mulheres ainda têm um longo caminho a trilhar para partirem de um ponto de igualdade com relação aos homens.

É nesse aspecto que reside a importância do empreendedorismo feminino. Por mais que mulheres tenham avançado no mercado de trabalho, na carreira, na liderança e no comando dos seus próprios negócios, existem diferenças culturais e de socialização que dificultam a dinâmica de oportunidades para a mulher empreendedora.

Perfil da empreendedora catarinense

Neste mês importante para o empreendedorismo feminino, o Sebrae Delas Mulher de Negócios, em parceria com o Observatório de Negócios, lança a segunda edição da sua pesquisa sobre o perfil da empreendedora catarinense. O estudo tem como objetivo identificar as diferenças e semelhanças de cada gênero no estilo de gestão e nas demandas para seus negócios e habilidades.

Os pesquisadores entrevistaram 400 empreendedoras mulheres e 400 empreendedores homens, em agosto de 2022. Entre as empreendedoras, as respondentes fizeram parte do programa Sebrae Delas em 2021.

O resultado demonstrou que, apesar de as mulheres terem escolaridade mais elevada, 67% possuem nível superior, enquanto apenas 48 % dos homens têm esse grau de escolaridade, e a renda média familiar mensal das empreendedoras é 30% menor do que a dos empreendedores.

O empreendedorismo também não é percebido como uma aptidão natural ou como a primeira escolha de atividade profissional para elas. 8 em cada 10 empreendedoras atuaram como funcionárias de outras empresas antes de abrir seu próprio negócio. Entre os homens, esse número é de 7 para 10. Além disso, quando atuam como funcionárias, as mulheres ocupam-se mais de posições operacionais (60%), e tem mais dificuldade de ascender à diretoria. Somente 2% delas trabalhou como diretora antes de ter sua empresa, em comparação a quase 6% dos homens, aponta a pesquisa.

A dedicação de tempo para as atividades domésticas é maior entre as mulheres, que gastam quase cinco horas diárias com essas tarefas. Para 26% delas, a motivação para abrir sua própria empresa vem da possibilidade de realização e felicidade. Apenas 9% das empreendedoras afirmou ter recebido incentivo de amigos e familiares para empreender, com relação aos homens empreendedores, esse número sobe para 22%.

Importância das soft skills

Essa diferença na renda, a pouca familiaridade com que as mulheres começam no empreendedorismo, a dedicação às tarefas domésticas e a falta de incentivo familiar para empreender são indicativos de um desafio importante para o empreendedorismo feminino: a autoconfiança, o autocuidado e a autogestão precisam ser trabalhados para a mulher se sentir capaz e merecedora para exercer a gestão do seu negócio em pé de igualdade com os homens.

Ainda de acordo com a pesquisa, a insegurança emocional, o medo de fracassar, a falta de tempo para a família, as críticas e a falta de apoio familiar afetam fortemente as mulheres na hora de empreender. Junto com a pouca experiência em gestão, esses são os maiores obstáculos para as empreendedoras. Já a preocupação com recursos financeiros é apontada por ambos os gêneros.

Em um comparativo, as principais dificuldades de empreender mapeadas pela pesquisa:

Falta de experiência em gestão de negócios: apontado como dificuldade por 31% das mulheres e 19% dos homens.
Baixos recursos financeiros: mencionado por 28% das mulheres e 32% dos homens.
Insegurança emocional: é uma dificuldade para 28% das mulheres e apenas 4% dos homens.
Pouco tempo para conciliar com as atividades familiares: é tido como um problema para 26% das mulheres e somente 4% dos homens.
Medo de fracassar: é uma preocupação para 17% das mulheres e 5% dos homens.
Críticas e pouco apoio familiar: é uma dor para quase 8% das mulheres e apenas 1,5% dos homens.
Na avaliação de autoimagem, o estudo identificou que a confiança e segurança das mulheres empreendedoras é o ponto mais sensível da sua personalidade. Nesse quesito, elas estão em um patamar quase 25% mais baixo que o dos homens. Elas também se sentem menos valorizadas pela equipe, 20% abaixo dos homens nessa questão. Da mesma maneira, elas sentem falta de apoio e incentivo da família mais do que os homens.

Esses dados corroboram com a percepção de que mulheres são afetadas por camadas socioculturais que sobrecarregam sua dedicação à empresa pelas atividades domésticas e de cuidado e também afetam sua confiança. Isso reforça a importância do entendimento do empreendedorismo feminino como um movimento que apoia, incentiva e inspira empreendedoras para que elas possam fortalecer suas soft skills para criar, liderar e comandar empresas na sua plenitude.

Fonte: Sebrae

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