Estudo mostra que 341,6 mil empresas foram fechadas no Brasil em três anos

 em Empreendedorismo

Pesquisa do IBGE mostra a relação de 2013 a 2016 e os números de empresas fechadas no Brasil

Estatísticas do Cadastro Central de empresas revelaram que o Brasil teve 341,6 mil empresas fechadas em três anos. O levantamento registrou que em 2016 havia pouco mais de 5,05 milhões de empresas ativas no país. Isso representa uma queda de 6,3% na comparação com 2013. Neste, o número total de empresas ativas era de cerca de 5,4 milhões.

A pesquisa, divulgada pelo IBGE, aponta que em meio à crise econômica, o comércio foi o segmento mais afetado. Do total de empresas fechadas nesse período, 76,8% eram comerciais, sendo assim 263,3 mil empresas. Em 2013, havia 2,2 milhões de empresas voltadas ao comércio. Já em 2016, esse número caiu para 1,94 milhões (queda de 11,9%).

Segundo o IBGE, depois do comércio, a industria de transformação foi o segmento empresarial que mais fechou empresas no período. Foram 37,6 mil encerramentos, correspondendo a uma queda de 8,4%. Em terceiro lugar aparece o segmento de alojamento e alimentação, com 15,6 mil empresas encerradas no período, uma redução de 4,8%.

Já outros segmentos apresentaram aumento no número de empresas. As empresas voltadas à educação tiveram 42,3 mil empresas a mais de 2013 a 2016 (32,6% a mais). No ramo da saúde humana e serviços sociais, tiveram acréscimo de 30,2 mil unidades no mesmo período (alta de 18,9%). As atividades imobiliárias registraram incremento de 15,3 mil empresas (aumento de 22,3%).

Impacto das empresas fechadas

Com o encerramento das empresas, o total de empregados no setor empresarial também caiu. Entre 2013 e 2016, um contingente de 3,7 milhões de trabalhadores, o que representa 6,8%.

Ainda de acordo com a pesquisa, o salário médio mensal também sofreu redução no país, em termos reais, de 0,7%. Em 2013, considerando a inflação do período, o salário mensal pago pelas empresas era de R$ 2.680,61. Enquanto em 2016, este valor era de R$ 2.661,18.

Manteve-se em 2016 a diferença salarial entre homens e mulheres. Segundo o IBGE, naquele ano, eles tinham salário médio mensal de R$ 2.895,56, enquanto elas tinham de R$ 2.368,98. A diferença se mostra 22,2% maior.

O IBGE destacou que, em 2016, os menores salários médios foram pagos por empresas dos segmentos de alojamento e alimentação (R$ 1.363,30), as atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.652,44) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.753,80) – respectivamente 48,8%, 37,9% e 34,1% abaixo da média. Essas três atividades respondiam por 33,3% do pessoal ocupado assalariado neste ano.

Já os salários médios mensais maiores foram pagos por empresas dos segmentos de eletricidade e gás (R$ 7.263,19), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 5.916,33) e organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 5.033,15) – respectivamente. Juntas, essas três atividades absorviam em 2018 apenas 2,5% do total de pessoal ocupado assalariado do país.


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Fonte: Solaris

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