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Glossário do Contador: 40 termos contábeis para não se perder nas contas

 em Contabilidade

Confira os principais termos contábeis para ficar antenado à essa área tão importante nas empresas

A Contabilidade é uma área que envolve diversos conceitos. São tantos que mesmo os profissionais mais experientes recorrem à pesquisas e consultas para poder entender ou relembrar. E mesmo aqueles que não trabalham na área devem entender melhor esses termos contábeis, pois toda empresa necessita de um profissional dessa área para cuidar das questões financeiras e fiscais.
Feliz é o gestor que não só entende, como também pode contar com um profissional de qualidade para cumprir essas atividades com segurança. Por isso, apresentamos a seguir um glossário com 40 termos contábeis essenciais para qualquer profissional, tanto da área financeira, quanto administrativa. Os termos estão em ordem alfabética para facilitar a leitura e compreensão. Continue lendo:

40 termos contábeis:

A

Acionista – Representa a pessoa física ou jurídica que detém parte das ações e do patrimônio líquido de uma empresa. Existem dois tipos de acionistas: o majoritário e o minoritário. O majoritário possui mais da metade das ações de uma companhia e detém o controle da mesma. O minoritário possui cotas pequenas de ações sem direito a voto.
Amortização – Representa a redução gradual de uma dúvida por meio de pagamentos periódicos, que podem ser combinados entre o devedor e o credor. Geralmente, empréstimos bancários e hipotecas são pagos dessa maneira. É usado às vezes também como um sinônimo de depreciação, quando se fala em bens ou direitos intangíveis, como patentes e marcas.
Ativo  É todo patrimônio que a empresa possui referente aos bens, direitos e valores a serem recebidos de uma entidade. Contabiliza-se apenas aqueles sobre os quais se tem expectativa de rentabilidade futura. Os ativos podem ser divididos em circulante (curto prazo, 12 meses) ou não-circulante (longo prazo, após 12 meses).

B

Balanço Patrimonial – Esse é um demonstrativo contábil dos valores do ativo, passivo e do patrimônio líquido do empreendimento, que evidencia a situação patrimonial em um determinado momento. Quem negocia ações na Bolsa de Valores tem a obrigação de publicar o balanço para que sirva de referência aos investidores.
Bens – Tudo que pode ser avaliado economicamente, possuindo valor financeiro, e satisfaça as necessidades humanas. Podem ser divididos em:

  • bens de consumo (bens não duráveis que são consumidos pela empresa)
  • imobilizados (bens duráveis, como imóveis e veículos)
  • intangíveis (não possuem existência física, exemplo: marcas, direitos autorais, fórmulas, etc)

C

Capital de terceiros – Representam os recursos captados a partir de pessoas ou entidades alheias ao grupo de acionistas e sócios do negócio. Esse capital corresponde ao passivo exigível, e tem o fim de ser aplicado nas operações da empresa.
Capital próprio – São os recursos financeiros obtidos pelas atividades da empresa ou de seus sócios ou acionistas. Corresponde também ao patrimônio líquido.
Capital Social – Este é o valor previsto no contrato ou estatuto que determina a participação (seja em bens, direitos ou dinheiro) dos sócios ou acionistas nas operações do empreendimento.

D

DFC – A Demonstração de Fluxo de Caixa analisa o fluxo de entradas e saídas de dinheiro da empresa em um determinado período, em relação operacional, de investimentos e de financiamentos. Busca-se averiguar todo deslocamento de cada unidade monetária dentro da organização.
DMPL – Já a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido trata das movimentações e flutuações ocorridas nas contas que compõe o patrimônio líquido da empresa. Ela faz clara indicação dos fluxos de uma conta à outra, além de indicar a origem de cada acréscimo ou diminuição do PL.
DRE – A Demonstração do Resultado do Exercício evidencia a o resultado líquido da empresa em certo período, deixando claro se a empresa obteve lucros ou prejuízos. Basicamente, resume os resultados operacionais e não operacionais da empresa. Geralmente, estipula-se o período da DRE no ciclo anual de janeiro a dezembro, mas também pode ser feito mensalmente.

E

EBITDA – Essa é uma sigla em inglês para Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortizing. Traduzindo, significa Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA). É um indicador financeiro que representa quanto uma empresa gera de recursos através de suas atividades operacionais, excluindo os impostos e outros efeitos financeiros.
Estoque – Representam todos os bens destinados à venda ou consumo, que podem variar de acordo com a atividade exercida pela entidade. Exemplos de estoque são produtos em elaboração, acabados, matérias-primas e mercadorias.
Exercício Social – É um período de 12 meses para se apurar os resultados e publicar as demonstrações contábeis de uma empresa. No término do exercício, faz-se um balanço das atividades da empresa, onde são calculados lucros, impostos e dividendos. Em relação ao Imposto de Renda, chama-se de período-base de apuração da base de cálculo do imposto devido ao período fiscal.

F

Faturamento – O faturamento é o total de receita obtido das vendas de bens ou serviços em um período específico. Nessa conta, entram também os ganhos obtidos com aplicações financeiras ou venda de ativos.
Fluxo de caixa – É um dos principais instrumentos financeiros para a gestão da empresa, e serve para demonstrar a movimentação financeira em um determinado período de tempo. Neste, as entradas e saídas de capital são registradas para verificação e análise.
Fato Contábil ou Administrativo – São fatos que provocam alterações patrimoniais ou de resultados. Podem ser divididos em fatos permutativos (que não alteram o valor do Patrimônio Líquido, mas podem mudar outros elementos do patrimônio), modificativos (provocam alteração no Patrimônio Líquido, com acréscimo ou redução) ou mistos (ambos).

G

Gastos – Basicamente, os gastos são “sacrifícios” que a empresa ou entidade tem de arcar com o objetivo de obter bens ou serviços, mediante a entrega de parte de seu ativo, geralmente sendo dinheiro. Este pode ser um custo, um investimento ou uma despesa.
Governança Corporativa – Sistema que garante o tratamento igual para todos os acionista, garantindo transparência e responsabilidade de divulgação dos resultados da empresa. Assim, todos podem monitorar a direção executiva de forma efetiva.

I

Impostos – valor a ser pago ao governo e entes públicos por contribuintes a partir da prática de um fato gerado. Um exemplo é o Imposto de Tenda incidente sobre o lucro apurado.
Incentivo Fiscal – Geralmente, é a forma de isenção parcial ou total de um imposto cedido com o objetivo de incrementar um determinado segmento produtivo, transferir recursos para o desenvolvimento de regiões carentes ou melhorar a distribuição de renda do país.
Investimento – São todos os recursos reservados e investidos em ações, participações, títulos ou qualquer outro ativo além da atividade principal da empresa. Seu intuito é gerar ganhos, patrimoniais ou intelectuais, sem usar os bens nas suas atividades rotineiras. Por exemplo, imóveis destinados ao arredamento, ações, patentes e obras de arte.

J

Juros – É uma taxa de remuneração cobrada pelo uso de capital tomado como empréstimo ou fornecido a outra entidade, seja para uso próprio ou para repasse a terceiros. É calculado como um percentual do valor emprestado. Existem dois tipos de juros: os prefixados (valor da taxa é explicito desde a aplicação) e os pós-fixados (valor da taxa é conhecido no final da aplicação).

L

Lucro – Ocorre quando as receitas apuradas superam as despesas e custos. Pode ser divido em:

  • Lucro bruto:. Receitas/vendas operacionais brutas, deduzindo os impostos sobre as vendas e deduções por devoluções;
  • Lucro líquido antes do imposto de renda:. Resultado quando ocorre a dedução do lucro operacional das despesas não operacionais e acrescido das receitas não operacionais;
  • Lucro líquido depois do imposto de renda:. Resultado disponível para distribuição aos proprietários a partir do lucro líquido antes do Imposto de Renda, deduzindo as provisões da IRPJ e CSSL;
  • Lucro operacional:. Demonstrado pelo lucro bruto, deduzido das despesas operacionais como: Administrativas, comerciais, financeiras líquidas e tributárias;
  • Lucro acumulado:. Resultado positivo acumulado da entidade, legalmente ficam em destaque mas, enquanto não distribuídos ou capitalizados, tecnicamente podem ser considerados como reservas de lucros.

M

Margem de Contribuição – Indica o quanto sobra das vendas para pagar as despesas fixas e ainda gerar lucros. Para medi-la, é necessário compreender a diferença entre o valor das vendas e os cursos e despesas variáveis. É um dos termos contábeis mais presentes na Contabilidade de Custos.

N

Notas explicativas – Essas visam completar as demonstrações contábeis e esclarecer a situação patrimonial, ou seja, de determinada conta, saldo ou transação. Ou ainda para menção de fatos que podem alterar a situação patrimonial no futuro ou de valores relativos aos resultados do exercício.
Notas promissórias – Este é o título de dívida líquida e certa que uma pessoa se compromete a pagar a outra de uma determinada quantia de dinheiro em certo tempo. Tratando-se de um título emitido pelo devedor a favor do credor, não exige formalidade do aceite.

O

Obrigações – São dívidas ou compromissos de qualquer espécie assumidas a terceiros, ou bens de terceiros que se encontram de posse da empresa ou entidade.
Obrigações patronais – São as despesas com encargos que a administração deve atender como empregadora, resultante de pagamento de pessoal, assim como as contribuições previdenciárias.

P

Passivos – Assim como o ativo, esse é um dos termos contábeis mais utilizados pelos contadores. Representa as obrigações da empresa com os sócios/acionistas e com terceiros. É divido em Circulante (obrigações de curto prazo) e Não-Circulante (obrigações de longo prazo).
Patrimônio líquido – Entre tantos termos contábeis, esse talvez seja um dos mais importantes. Também conhecido como situação líquida, é considerado o valor que os sócios ou acionistas aplicam na empresa. Divide-se em:

  • Capital social
  • Reservas de capital
  • Reservas de reavaliação
  • Reservas de lucros
  • Lucros/prejuízos acumulados

PECLD – As Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa é uma conta retificadora do Ativo que mensura uma perda decorrente de clientes devedores.

R

Receita – Mais um dos termos contábeis mais usados no ambiente das empresas. Representa as entradas de elementos para o ativo da empresa, sejam eles na forma de bens ou direitos, sempre provocando um aumento na situação líquida.
ROI – Essa é sigla em inglês para Return On Investimentos (Retorno sobre Investimento). É a relação entre o dinheiro que a empresa está ganhando (ou perdendo) com cada investimento feito.

S

SELIC – É o Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um sistema computadorizado do Banco Central, em tempo real, para negociar, custodiar e liquidar as transações em reservas bancárias.
Superávit – Esse termo é muito utilizado em finanças para representar o saldo positivo das operações de caixas e bancos. Na contabilidade pública, representa o equivalente ao lucro da empresa. Ou seja, quando as receitas superam as despesas.

T

Tarifa – Originalmente, esse termo é a relação oficial das taxas pagas sobre mercadorias importadas. Mas seu uso se estendeu aos direitos de importação e exportação e outros serviços. Por exemplo, aos preços sobrados nas ferrovias pelo transporte de carga e até mesmo às pautas de preços correspondentes a qualquer prestação de serviço.
Taxa Interna de Retorno – É a taxa de juros compostos que faz com que haja equivalência de recursos ao longo do tempo. Ou seja, ela é essencial para decidir a viabilidade de um negócio, em comparação com a TMA estipulada. É calculada por meio dos fluxos de caixa do investimento.
Taxa Mínima de Atratividade – Já a TMA é uma taxa de juros que determina o mínimo de retorno que o investidor espera alcançar com o capital inicial aplicado no investimento.

V

Valor Venal – É o valor de mercado de um produto para ser comercializado (mais alto ou mais baixo), dependendo das circunstâncias. Não é o valor real do produto, nem necessariamente incorpora seu custo de produção.


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