Saiba onde NÃO investir seu dinheiro para não ter prejuízos!

Investimentos que podem parecer bons, mas fazem você perder dinheiro! Saiba onde NÃO investir seu dinheiro

Seja você um investidor amador ou veterano, é sempre bom refletir onde é melhor aplicar o dinheiro. Isso porque algumas aplicações geralmente exigem um investimento maior do que o esperado, que talvez não compense o rendimento obtido. Outras podem gerar um grande prejuízo e comprometer toda a carteira de investimentos.

Ao invés de se iludir com a ideia de que está criando um patrimônio sólido ou que irá aumentar exponencialmente seus ganhos em pouco tempo, o investidor deve priorizar antes o que é mais necessário: a criação de uma reserva de emergência e uma carteira com aplicações balanceadas para o período da aposentadoria.

Pode ser interessante investir nessas aplicações, em alguns casos. Mas é importante ter consciência das limitações dessas aplicações. Confira abaixo investimentos que parecem promissores, mas podem se transformar em uma verdadeira roubada. Saiba onde não investir seu dinheiro para não perdê-lo depois! Continue lendo:

Onde não investir seu dinheiro:

1. Moedas virtuais

As moedas virtuais se tornaram uma febre global em 2017. Contudo, neste ano, seu valor chegou a despencar 70% em relação ao pico de dezembro. O nível é semelhante aos das empresas que fizeram parte da bolha pontocom, no começo dos anos 2000.

Ou seja, o investimento em bitcoin é um exemplo claro de que, quanto maior a rentabilidade prometida, maior é o risco de que ela não se concretize.

Consciente de todos os riscos, se o investidor ainda assim quiser apostar que o ativo deve se valorizar no futuro, é necessário colocá-lo em uma porção pequena da carteira. De forma que, se perder todo o dinheiro, isso não irá afetar seus objetivos financeiros.

Costumamos dividir investimentos em três tipos: os que trazem segurança, que é um colchão para gastos imprevistos e para que o investidor não perca seu nível de padrão de vida. Depois, os que oferecem risco de mercado e servem para manter o padrão de vida e garantir a aposentadoria. E por fim, os aspiracionais, que servem para aumentar o padrão de vida e onde se enquadram as moedas virtuais e o investimento em startups, por exemplo.

A porção de cada tipo de investimento na carteira vai depender do perfil de risco do investidor, mas é necessário que, antes de ter o investimento aspiracional, o investidor tenha recursos aplicados nos dois outros tipos.

2. Casas de temporada

Investir em uma casa de temporada com o objetivo de pagar a manutenção do imóvel com o valor do aluguel do espaço é arriscado. Talvez, essa conta não feche.

Isso porque a temporada pode não ter a demanda esperada, e tornar o “investimento” uma dor de cabeça, especialmente em épocas de crise como a atual. E, pior, o destino escolhido, que estava na moda há alguns anos, pode passar a ser deixado de lado por viajantes.

Outra desvantagem a ser considerada antes de tomar a decisão é que não é fácil vender um imóvel rapidamente, muito menos em temporada. Isso pode exigir grandes reformas para se manter atualizado.

Se por um lado o Airbnb e outros aplicativos tornaram o aluguel de temporada muito mais fácil, por outro trazem mais concorrência também. É certo que, em um mercado mais eficiente, os rendimentos diminuem.

3. Ideia de um amigo

Aplicar dinheiro no negócio próprio de alguém em que se confia, ainda mais se a ideia for inovadora, pode valer a pena. Contudo, é necessário ter consciência de que o dinheiro colocado no novo negócio pode ser perdido.

É recomendável não investir seu dinheiro com um valor maior do que o que você está disposto a perder. Ou ao menos ficar um bom tempo sem, nesse tipo de aplicação. Confiar no dono do negócio dá uma falsa ideia de segurança. Um negócio pode levar anos, e até décadas, para se erguer. Mas sempre nos deparamos com depoimentos nos quais parece que tudo isso acontece rápido. Não caia nessa!

O maior perigo é quando o investidor decide arriscar todo o seu dinheiro em uma ideia. Ele, descontente com o seu trabalho e salário, confia de que isso irá transformar a sua vida. Se é um empresário que está acostumado a arriscar em negócios a vida toda, pode até dar certo. Um investidor amador tem grande chance de derrapar e perder tudo.

4. Imóveis

O brasileiro adora investir em imóveis. Essa cultura é resultado de planos econômicos mirabolantes, que deixaram os brasileiros desacreditados sobre ações do governo. Depois de ter muito prejuízo, muita gente passou a investir em casas e apartamentos, confiantes de que, ao menos em tijolos, governo nenhum poderia mexer.

É comum ouvir sobre valorização de imóveis, mas ninguém fala sobre quando eles desvalorizam. O mercado oscila. Caso o proprietário tenha de vender o imóvel em um momento no qual o mercado imobiliário está em baixa, certamente irá perder dinheiro, ou ao menos demorar muito tempo para se livrar dele.

A valorização média histórica de um imóvel fica abaixo da inflação ou próxima dela. Um investimento tem de oferecer rentabilidade, liquidez e segurança. Investir em imóvel, em geral, só oferece segurança. Portanto, ele deve representar apenas uma parte do portfólio de investimento.

Caso o investimento seja feito com o uso de financiamento bancário, é certo que o investidor vai perder ainda mais dinheiro, aí não vale a pena mesmo.

5. Qualquer investimento que rendeu muito no passado

Nem sempre um investimento precisa ser bastante arriscado para ser considerado uma furada. Basta que o investidor caia na armadilha do rendimento passado, e o prejuízo será quase certo.

Estudos apontam que gestores que têm um bom rendimento em um determinado ano dificilmente conseguem manter essa mesma rentabilidade no ano seguinte. Mas os bancos e corretoras batem nessa tecla, e ainda por cima costumam dizer que a oportunidade para investir na aplicação é limitada. O investidor aplica o dinheiro, e logo o fundo de investimento começa a ficar negativo. Assustado, ele então saca o dinheiro.

Resultado: o investidor acaba comprando a cota na alta e vendendo na baixa. Caso não mude de atitude, ele sempre vai perder dinheiro.

Uma forma de não cair na armadilha é olhar para o rendimento dos investimentos no longo prazo, e não mês a mês ou nos últimos doze meses. O importante é que ele fique dentro da média esperada para o período e ajude o investidor a atingir seus objetivos. Não há milagre. Ninguém consegue ser melhor o tempo todo.


E aí, já sabe onde irá investir e onde não investir seu dinheiro? Conhece outras dicas que podem ajudar mais empreendedores? Comente e participe para que possamos melhorar, cada vez mais, os conteúdos do Abertura Simples.

Fonte: Exame

Escrito por

Gostou? Compartilhe!

Manual para Abrir Empresa

Faça como mais de 40 mil empreendedores. Baixe agora mesmo o Manual Completo Para Começar Seu Próprio Negócio.

No comment yet, add your voice below!


Deixe uma resposta