Marketing para contadores – Conheça as regras do CRC e divulgue sua marca da maneira correta

 em Contabilidade, Marketing e Inovação

O marketing é indicado para qualquer negócio, mas é preciso prestar atenção em algumas restrições presentes no Código de Ética Profissional do Contador para fazer o seu marketing para contadores da maneira certa.

SAIBA COMO UTILIZAR O MARKETING PARA O SEU ESCRITÓRIO CONTÁBIL

CONCEITO DE MARKETING CONTÁBIL

O Marketing para contadores são todos os esforços estratégicos e comunicacionais para ofertar serviços de qualidade, criados para suprir a necessidade e desejo do cliente, sempre de acordo com o Código de Ética. Por meio da criatividade, ele busca atrair as pessoas e estabelecer relacionamentos profissionais.

O QUE É CFC E CRC?

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) é uma Autarquia Especial Corporativa dotada de personalidade jurídica de direito público. Criado e regido por legislação específica, o Decreto-Lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946, o CFC possui estrutura, organização e funcionamento regulamentados pela Resolução CFC nº 1.370, de 8 de dezembro de 2011, que aprova o Regulamento Geral dos Conselhos de Contabilidade.

O CFC é integrado por um representante de cada estado e mais o Distrito Federal, no total de 27 conselheiros efetivos e igual número de suplentes – Lei nº 11.160/05 -, e tem, dentre outras finalidades, nos termos da legislação em vigor, principalmente a de orientar, normatizar e fiscalizar o exercício da profissão contábil, por intermédio dos Conselhos Regionais de Contabilidade , cada um em sua base jurisdicional, nos Estados e no Distrito Federal; decidir, em última instância, os recursos de penalidade imposta pelos Conselhos Regionais, além de regular acerca dos princípios contábeis, do cadastro de qualificação técnica e dos programas de educação continuada, bem como editar Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional.

Como mencionado acima, o CFC possui um representante de cada Estado e mais o Distrito Federal. Portanto, cada Estado possui o seu CRC. São Paulo, por exemplo, conta com O Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP) faz parte do sistema de registro e fiscalização do exercício da profissão contábil, formado pelo Conselho Federal de Contabilidade, com sede em Brasília, e os Conselhos Regionais existentes em todos os Estados da Federação.

Pessoa simulando como se estivesse divulgando o seu marketing contábil

COMO UTILIZAR O MARKETING PARA CONTADORES?

Com a evolução intensa e cada vez mais veloz da comunicação, o público possui acesso fácil e rápido às informações que busca, em qualquer momento e lugar. Por causa desta facilidade, também fica aparente a necessidade de tornar o seu negócio mais visível entre a concorrência.

O marketing para contadores deve ser uma parte complementar de qualquer empresa que possua como objetivo a expansão de sua influência e seus negócios. No entanto, não se trata apenas de replicar uma campanha por diversos canais de mídia e esperar um resultado instantâneo e positivo.

O marketing para contadores deve ser desenvolvido especialmente para atingir o público certo da empresa. Somente assim o retorno do investimento será alto e a base de clientes será aumentada crescerá de forma eficiente. Esse contato deve ser feito de forma estratégica, tendo em mente os objetivos corporativos. Quando se lida com o ramo de serviços, a produtividade é uma qualidade muito valorizada, assim como a confiabilidade. Um escritório de contabilidade deve procurar transmitir esses valores através de suas campanhas de marketing para contadores.

De acordo com o Artigo 3º inciso I, é vedado ao contabilista:

“I – anunciar, em qualquer modalidade ou veículo de comunicação, conteúdo que resulte na diminuição do colega, da Organização Contábil ou da classe, em detrimento aos demais, sendo sempre admitida a indicação de títulos, especializações, serviços oferecidos, trabalhos realizados e relação de clientes”;

A partir deste trecho, podemos observar que não há nenhuma restrição quanto ao veículo de comunicação ou ao tipo de propaganda, mas sim ao seu conteúdo. Então, como fazer a propaganda do seu serviço de forma correta? Para isso, o CRC nos dá algumas instruções do que não se pode fazer:

  • Frases ou indicações de que o anunciante é melhor ou mais capacitado que os demais profissionais, ou qualquer outra indicação que possa dar esse entendimento, pois assim, estaria prejudicando os demais;
  • Informação de valor de serviços (como, por exemplo “O menos preço”) uma vez que, o valor dos serviços deve obedecer ao estabelecido no artigo 6º do Código de Ética Profissional do Contador, assim, o valor do honorário só poderá ser estabelecido depois de observados os itens previstos neste artigo;
  • Promoções ou vantagens de qualquer tipo no oferecimento dos serviços. Esta prática caracteriza a concorrência desleal, prevista no artigo 8º do Código de Ética Profissional do Contador, pois estaria atraindo para si clientes em detrimento dos demais;
  • Informações enganosas que não possam ser cumpridas pelo profissional ou Organização Contábil;

Essas regras não devem ser encaradas como um impedimento na prática do marketing para contadores. Existem outras formas de se fazer propaganda. A divulgação não serve apenas para vender, mas também, como a própria palavra diz, propagar o seu negócio, deixar a sua marca em evidência e, principalmente, não ser esquecido.

COMO INOVAR NO MARKETING PARA CONTADORES EM SEU ESCRITÓRIO?

Inovar é uma questão de sobrevivência. As mudanças que esse mercado teve ao longo dos anos exigiu que o profissional contábil acompanhasse esses novos cenários.

Hoje, com a tecnologia, os clientes estão se tornando cada vez mais exigentes e seletivos. Com tantas opções no mercado, o contador precisa buscar meios de inovar seus serviços de modo que eles se destaquem perante seus concorrentes.

A seguir, apresentaremos alguns exemplos que podem ser adotados ao seu escritório de contabilidade:

1 – MARKETING CONTÁBIL 2.0

O Marketing Contábil 2.0 é uma reinvenção do marketing para contadores com a complementação de novas estratégias de marketing. Com ele, vieram novas maneiras de prospectar, vender e negociar os serviços contábeis. Essa é uma evolução necessária para adequar o mercado contábil as mudanças do Marketing.

O contador precisa reaprender o seu marketing para contadores por que as indicações, anúncios em jornais, quadros fiscais com dados do escritório, calendários, e etc, podem não atrair mais os novos clientes. Com as estratégias de marketing digital, é possível alcançar grandes resultados com baixo investimento, desde que utilizado da maneira certa.

Nesse novo mercado, o perfil do cliente também passou por algumas alterações e um erro na negociação, abordagem e elaboração da proposta poderão resultar em um contrato perdido. O novo cliente tem necessidades que ele mesmo ainda não descobriu e o marketing contábil 2.0 tem um fator decisivo para criar desejos na mente desse cliente.

Há muito o que evoluir em relação ao marketing das empresas contábeis e você poderá estar entre os primeiros e conquistar os melhores resultados no mercado se decidir reaprender o quanto antes.

2 – INVISTA NO MARKETING DIGITAL

A mais nova grande tendência do mercado de comunicação é o Marketing Digital e com ele, surgem 3 possibilidades de geração e retenção de clientes para o seu escritório contábil, que são: Blog Corporativo, Redes Sociais e Marketing de Conteúdo.

O uso do Blog Corporativo pode servir como um local de referência para o público-alvo. Com ele, o contador pode publicar assuntos que sejam de interesse dos seus consumidores, como por exemplo, pesquisas, informações sobre mudanças nas leis, notícias, algumas dicas, artigos relacionados à área, entre outros. Dessa forma, ocorrerá um aumento do número de visitas ao seu site e acaba viabilizando novas oportunidades de ser encontrado e contatado por novos clientes. Por isso, arrisque-se na criação de um blog com a produção de conteúdos de qualidade para clientes e empresas.

O Marketing de Conteúdo permite que o contador invista menos de 62% para conseguir gerar um potencial cliente para a sua empresa através da estratégia de Inbound Marketing. Ao criar e publicar conteúdos que são pesquisados e pensados para o seu público, você consegue transmitir uma autoridade e especialidade no assunto, passando a educar seu segmento, atraindo pessoas e empresas que tiveram algum tipo de dúvida referentes a assuntos de contabilidade. Caso você ainda não tenha sido convencido de como essa estratégia pode ser muito eficiente, vou deixar a seguinte pergunta para que você possa refletir: Você trocaria um especialista com muita experiência, por um escritório que tem apenas uma página na web e não te ajuda a solucionar suas dúvidas?

Já as Redes Sociais ajudam e são importantes na hora da divulgação de todos esses serviços que você ofereceu. Além disso, os canais digitais proporcionam a interação entre marca e consumidor, algo que é tão importante nos dias atuais.

3 –  VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM DESIGN THINKING?

O Design Thinking ajuda na imersão e no entendimento de parâmetros e padrões essenciais para criar projetos de melhor qualidade. Conceituando, o autor Charles Burnelle aponta o Design Thinking como: Um processo de pensamento crítico e criativo que permite organizar informações e ideias, tomar decisões, aprimorar situações e adquirir conhecimento.

O Design Thinking como processo consiste na Imersão, Ideação, Prototipação e Desenvolvimento. Respectivamente, eles representam o Entendimento, Criação, Teste e Aplicação. Essa estratégia busca humanizar o relacionamento entre as empresas e os consumidores.

Como o contador pode aplica-la em seu escritório? Seguindo os processos, esse profissional deverá:

Parte 1 – Imersão (Entendimento)

A ideia desta fase é efetivamente mergulhar no problema. Como o foco está no cliente, é nele que deve concentrar a observação. Tente compreender seus processos e como as pessoas lidam com as demandas contábeis no dia a dia. Observe os aspectos emocionais dessa atividade, verificando com que motivação executam suas tarefas.

Parte 2 – Ideação (Criação)

No design thinking, a análise ocorre de maneira permanente em todas as etapas, mas é na ideação que as soluções para os problemas encontrados começam a ser propostas. Muitas vezes isso se dá com novas questões a resolver a partir do apurado na fase anterior. É essencial que esse seja um trabalho colaborativo e não individual, pois cada participante pode ter feito descobertas interessantes.

Parte 3 – Prototipação (Teste)

Um protótipo é o produto que resulta da fase de planejamento de um projeto. Seu objetivo é testar a validade junto aos usuários, experimentar sua efetividade e realizar os ajustes antes de a versão final ser apresentada. É exatamente o que você deve fazer nesta fase: verificar como as estratégias que propôs no passo anterior se comportam na prática, junto ao cliente.

Parte 4 – Desenvolvimento (Aplicação)

Toda a experiência adquirida nos passos anteriores é decisiva para a construção de um modelo de abordagem ideal. O seu objetivo era encontrar soluções inovadoras. Você refletiu, observou, criou, testou e chegou a uma conclusão que deve mudar a forma como seu cliente vê e pratica a contabilidade no dia a dia.

A partir dessas dicas, busque identificar desafios que possam ser enfrentados e faça uma análise de qual abordagem você pode utilizar para inovar.


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